Blog Mudou-se

17jul11

Esse blog mudou-se para http://www.demaman.com

 


Já faz um tempo que tive o primeiro contato com os mini-projetores (desde início de 2010), na época eu fazia parte da equipe de hotel medea, e não havíamos encontrado um uso realmente interessante para esse tipo de aparelho no espetáculo. O grande barato de um projetor pequeno como esse é a possibilidade de ele estar incorporado junto ao corpo do ator/ performer, já que movido a bateria, e com memória interna, poderia projetar conteúdo de maneira totalmente independente. Mas na época realmente não soubemos, ou não tivemos tempo de descobrir, maneiras de explorar esse potencial.

Esse tipo de projetor, usa tecnologia de LED, e definitivamente a qualidade de imagem e luminosidade não pode ser comparada com os projetores convecionais. Enquanto um projetor convencional de pequeno porte tem uma luminosidade que varia de 2.000 a 2.800 lumens, estes novos mini-projetores tem uma luminosidade entre 10 e 50lumens (no caso do Mpro 150, apenas 15). A taxa de constraste também costuma a ser bem inferior, e a resolução na maioria dos modelos é limitada a 640×480. A imagem também não é tão uniforme, o centro da imagem possui sensivelmente mais brilho que as áreas externas.

Mas se você projetar em um ambiente escuro, consegue uma projeção de tela de tamanho razoável, e os problemas acima basciamente não chegam a atrapalhar, além disso é um aparelho que quase não aquece, consome bem menos energia, e tem um vida útil da lâmpada bem maior que os projetores DLP.

Lembro que meu primeiro contato com o aparelho chegou a ser frustante. Por não ver na prática, os meios de uso no espetáculo. Outra coisa também que foi complicado, é que na época foi comprado com um mini-projetor genérico, sem marca nem manual, então levei um longo tempo só pra descobrir que tipo de arquivo de vídeo ele rodava, o tempo da bateria também não era muito confiável, e a conexão com o computador se dava via usb, o que fez o computador insalar um driver e desconfigurar totalmente minha placa de vídeo, além da ergonomia dos controles serem meio ruins.

Mas o que me levou a pensar na aquisição de um aparelho como esse, foi a oficina de teatro Lambe Lambe que fiz com a Cia Andante. Teatro Lambe Lambe é um gênero de teatro de bonecos que ocorre dentro de uma caixinha escura, com apresentações de 2 a 4 minutos para uma pessoa só, que olha a apresentação através de um buraco na caixa. Já pensava em confeccionar a minha caixa para utilizar recurso de projeção com interaçao direta com os bonecos, mas como eu só tinha o projetor convencional  ia utilizar aquele mesmo. Mas à medida que fazia o projeto da caixa, começaram a aparecer os problemas, principalmente com relação à posição do projetor na caixa, já que devido ao aquecimento, precisava de um lugar ventilado.

Então comecei a ver que o mini-projetor cabia como uma luva para esse tipo de projeto, já que o projetor não aquece, tem bateria (não necessitando energia elétrica)  memória interna (não necessitando nem do computador), além de saída para fone de ouvido. Simplificando bastante o projeto, já que aí o projetor pode ficar dentro da própria caixa. Como a distância utilizada é pequena e a escuridão total, a luminosidade gerada pelo projetor torna-se mais que suficiente. Parecia um produto “feito-praquilo”. Como não tinha dinheiro pra comprar o projetor (o que eu queria custava R$800,00), fiz um projeto e consegui um patrocínio culutral com a GEA Construtora de Itapema, que viabilizou a compra do aparelho.

Na hora de escolher o aparelho, procurei no mercado livre, e encontrei algumas opções mais baratas, porém de marca desconhecida. No fim acabei optando por um comprar um da 3M. A experiência me diz que a marca conta bastante na contra de aparelhos tech. A escolha pelo modelo 150 e não o 120 foi porque o 150 tem fone de ouvido e 120 não. O aparelho é bem pequeno e funciona super bem, tem cabeamento para entrada VGA, Áudio e Vídeo (esse não testei ainda), e USB. A bateria pode ser carregada via USB ou fonte de alimentação elétrica. O projetor roda de maneira independente arquivos de vídeo (.avi com compactação MPG), fotos em JPG (algumas que salvei pelo photoshop não rolou, mas exportado pelo corel ia de boa), arquivo ppt, word, e excel.

Mas a estréia do mini-projetor se deu em uma apresentação de poesia conforme descrito no post abaixo =)


Sandra Coelho foi convidada a apresentar algumas de suas poesias no Cabaret Sortido, organizado por Charles do grupo de pesquisa Ospalia. Me perguntou se eu tinha alguma idéia, então fomos juntos ver o espaço de apresentação, quer era um bar chamado “Túnel do Tempo”. Inicialmente pensamos na idéia de fazer algo zen, com velas e incenso. Mas naquele ambiente cheio de quadros de bandas anos 80 a prospota não casava. Então surgiu a idéia de utilizar o mini-projetor de mão para projetar os poemas no espaço enquanto era lido. O poema escolhido foi o “29 teses sobre a noite” que virou “25 teses sobre a noite”, já que tinha a ver a temática com a escuridão sempre bem vinda quando se trata de projeção. Ao fundo, enquantoSandra lia as “teses” projetadas, eu colocava sons de ambientação noturna, além de um barulho de sino que marcou o início e o final da apresentação. Os poemas foram projetados em branco com fundo preto, de maneira a ficarem vazados, aparecendo somente o texto e compondo com espaço.

Abaixo fotos da apresentação:

Foto por José Matarezi

Foto por José Matarezi


Aconteceu dia 02 de julho o X Festival de Apartamento em Campinas. O Festival aconteceu na casa de Flávio Rabelo que nos deu uma força ficando responsável por atender o skype, e organizar as questões da projeção. Apresentamos o “10minutos web”, performance que já havia sido apresentada no Festival de Arte e Mídia de Brasília. Para variar fizemos algumas alterações: 1. a performance foi apresentada via skype, e não via streaming , o que foi bem legal porque nos possibilitou escutar as reações do pessoal do festival durante a performance, já que o microfone por lá ficou ligado. 2. Dessa vez nossa performer, foi Patricia Vianna, agregando uma figura feminina à performance (as versões anteriores foram feitas pelo Sebastião). 3. Já que o skype possibilita o envio de áudio, decidimos utilizar esse recurso, então Sandra Coelho foi convidada à participar, enquanto ocorria a performance, Sandra lia referências alquímicas ligados à mortificatio. 4. A pergunta inicial de “porque viver?” transitava para outras perguntas à partir das mensagens recebidas.

Abaixo listagem das mensagens recebidas durante a performance. =) Valeu Rabelo, valeu pessoal do festival, a apresentação foi bem bacana, restando mensagens ainda no celular quando terminou.

Pq da muito prazer…!!!
Porque a outra opção é morrer.
O invisível…
O Paulo
Dividir
Te ver
fazer tudo o que se quer
Me apresenta ele
Graminha molhada na bunda
Envi sms para 479944xxx respondendo:
isso!
lamber
Espontaneidade.
Experiencias
Tim Infinity
Respirar
Me faz querer
Dividir Nem a pau
Isso, mata na saliva!
Meu pau t mata
Febronio indio do Brasil
Ir embora mas sofre voltar
Huuuummmm!!!!
8
So morrendo p saber…Vc morreu qnts vzs esse mes?
Dar PRAZER
O.mundo
Rir antes de morrer. Estamos te salvando.
Amor é subjetivo e não sujeito.
O desejo
Quero: Deixar de ser seguidor do Deus Grana!
Neca
Divide e multiplica essa saliva….
Vergonha de existir? Ou de estar vivo?
Marta Strambi
Jesus nao vai voltar.
Eu só quero uma coisa
Manda um beijo, mocinha!
Querer estar so com todos
Vem pra ca moca!
O desejo de jogar-se no buraco da nossa realidade alternativa na busca de suprir o impossivel
Nao ha porque. Esse é o barato.
Agua
Vergonha. Tai algo que nao se divide
Cor de rara realidade duvidosa
So morrendo p saber… Vc moreeu qnts vzs esse mes?
Por que nao? Eu vou!
Humilhação.
Viver? Pra passar o tempo…
Filma       .  .  .morre diabo
Et in arcadia ego
Cade o DJ?
To c tesao
Fim


Ontem, sexta-feira 10 de junho, fizemos (Eu, Sebastião do Aragão e Patricia Vianna) uma intervenção poética no Mercado Público de Itajaí. A idéia inicial era apresentar o “Palavra Muda”, mas visitando o local uma semana antes e percebendo que o clima de bar não ia de encontro ao clima da apresentação, optamos então por fazer algo diferente.

Nossa proposta era fazer uma apresentação utilizando material “colhido” na hora, minutos antes de apresentar, utilizando membros da “platéia” como colaboradores diretos da intervenção. Para isso estabelecemos duas dinâmicas diferenteas, que foram executadas ainda enquanto a banda tocava. A primeira foi convidar duas pessoas para ler um texto específico, enquanto eram filmadas. Para filmar utilizamos uma cyber shot de mão, e filmamos com qualidade VGA. Convocamos primeiro o poeta “Enzo Pottel” que estava por lá, e depois o ator “Osmar de Oliveira”. Levamos ambos, um de cada vez, para fora do bar, debaixo de um poste para termos luz e menos ruído. Enquanto isso, no bar, deixamos projetado no anteparo vídeos do Palavra Muda, que distorciam de acordo com o som do ambiente.

Enzo Pottel lendo texto “Relatório”
Osmar de Oliveira lendo “Eu era capaz de jurar”

Após isso passamos a projetar no anteparo fotos específicas (máscara O2, engrenagem e pássaro), e pessoas que estavam no bar, eram convidadas a serem fotografadas. As que eceitavam eram levadas até o espaço de projeção e fotografadas recebendo as projeções. A regulagem da posição da foto era feita via Isadora pro Sebastião, e as fotos tiradas por Leandro De Maman.

André Penteado fotografado com projeção
Jô Fornari sendo fotografada com projeção

Após todas as fotos tiradas, colocamos o material no computador e o Isadora foi configurado para reproduzi-las nos momentos adequados. A partir daí então demos início à apresentação proprimamente dita. Que contou com a cena do esqueleto no início e do Catavento no final. Ambas já faziam parte do “Palavra Muda”.

A primeira cena após o esqueleto foi a do Relatório ( Legenda ) em que o conteúdo lido e gravado posteriormente (lido por enzo) era comentado com a “verdade” por Sebastião. Trata-se de uma variação do que já fazíamos no Palavra Muda, só que com legendas projetadas. Após isso, Seba leu uma poesia à medida que eram projetavadas as fotos das pessoas fotogradas com a máscara de O2. A projeção embaçava com o som depois de um dado momento, através de um microfone plugado no computador e ligado no Isadora.

Após isso, utilizamos o vídeo gravado por Osmar, o qual foi orientado para ler alguns trechos em voz alta e outros não, omitindo trechos mas deixando espaços, e esses espaços eram completados por mim ao vivo (Leandro De Maman). A dinâmica funcionou bem, até mesmo nos momentos de segundos de descompasso ou justaposição. Depois disso foi lido um texto  junto com as fotos das engrenagens, também tiradas com a platéia.

Finalizamos com Sebastião declamando o poema do cata vento, acompanhado por Patrícia Vianna. Como no palavra muda, os textos lidos eram de minha autoria (Leandro De Maman) e de Sebastião do Aragão.


Bruxa Luz

04jun11

Dia 1º de junho, aconteceu na casa da cultura Dide Brandão em Itajaí, a exposição “Prexteto Fotografia” promovida pelo SESC. Participaram da exposição eu, Cláudia Regina Telles, Lilian Barbon, Nubia Abe, Odécio Adriano e Silvestre J. S. Júnior. O trabalho que desenvolvi se chama Bruxa Luz, e trata-se de uma ação fotográfica no dia da Abertura. (Isso é até a abertura as fotos a serem expostas ainda não existiam).

Montagem da exposição. Foto: Cláudia Regina Telles

Montagem da exposição. Foto: Cláudia Regina Telles

Solicitei uma sala para a Casa da Cultura, aonde instalei meu laptop e o projetor, que projetava na parede uma figura específica, uma figura deformada feita basicamente de branco sob fundo preto. Então, minutos antes de iniciar a abetura, já comecei a chamar os que por ali estavam para tirar fotos, eu levava as pessoas até a sala com a projeção, aonde dava as instruções necessárias (ficar próximo à parede e olhar pra frente) e tirava 3 fotos de cada pessoa recebendo essa projeção específica. Quando as pessoas se preocupavam em se arrumar antes da foto, ou que não estavam bonitas, eu falava para não se preocupar, já que não seria uma foto comum.

Tirei um total de 57 fotos, fotografando 19 pessoas que estavam presentes no local: Camila Pimenta, Maria Conceição, Rosilene Sodré, Andréia Cunha, Odécio Adriano, Reny Cugnier, Nubia Abe, Cládia Telles, Lalo Bochino, Osmar Oliveira, Marcelo de Souza, Mercedes Uberti, Lela Vieira, Ane Fernandes, Kim, Aline Amaral de Freitas, Bárbara Damásio, Sandra Knoll e César da Hora.

Enquanto eu tirava as fotos era projetado numa moldura os dizeres “Aguarde aqui… O fotógrafo está vindo”, quando encerrei o processo de tirar fotos (devido ao tempo, cerca de 1h), mudei o dizer para “Aguarde… As fotos estão sendo reveladas”. E então baixei as fotos da máquia pro computador, e via live movie maker criei um videozinho que foi posto num DVD. Esse processo durou cerca de 15min.  Enquanto isso algumas pessoas já me perguntavam das fotos.

Gravado o DVD, coloquei ele no tocador de DVD que estava ligado ao projetor que projetava na moldura, passando então as fotos das pessoas. O que mais me chamou a atenção, é que todos estavam conversando espalhados pela sala, e quando discretamente coloquei as fotos para serem projetadas, instalou-se um certo silêncio, e todos pararam para assistir suas próprias fotos sendo intercaladas na moldura. Abaixo vídeo de registro de uma pessoa sendo fotografada (Sandra Knoll) e dos momentos da ação fotográfica. A filmagem foi feita com uma cybershot de mão por mim e por Odécio.

A exposição continua até dia 24 de Junho na Casa da Cultura Dide Brandão, aonde as fotos tiradas na abertura agora compõem as exposição junto com as obras de outros artistas. Agradecimento especial ao Odécio que generosamente emprestou seu projetor para que fique na exposição, ao meu pai que fez a caixinha preta de proteção para o projetor e aparelho de DVD e à Giovana Castelani que pacientemente participou dos primeiros testes com projeção. =)

Bruxa Luz. Foto: Leandro De Maman


Desde o workshop ocorrido em Buenos Aires senti uma grande vontade de comprar a Licensa do software Isadora. Principalmente pela facilidade de linkar ações a ferramentas de controle, o que se torna um processo muito demorado no flash.

Em março desse ano, fui convidado por Marcelo Morais, produtor do show de Mari Monteiro e Luciano a trabalhar nas projeções do show entitulado “O melhor Lugar do Mundo é Aqui e Agora” – Gilberto Gil na voz de Mari Monteiro. Topei o desafio, e desde o primeiro momento pensei na aquisição do Isadora já que eu não sabia de antemão como seria a iluminação nem o tamanho exato em que ocorreria a projeção,  precisaria de uma ferramenta mais flexível do que o flash. Alem do que, me interessa sempre algum nível de interação entre projeção e performance apresentada, e por ser uma apresentação musical, pra mim ficou evidente que o mais adequado dentro do tempo que tínhamos era fazer com que as projeções acompanhassem a música sendo tocada. E pra isso, o Isadora era mais indicado já que possibilita uma programação fácil e rápida de controlador midi.

Comprei o Isadora em abril, e comecei a trabalhar na criação das projeções. A Idéia inicial era ter 3 projeções mais trabalhadas para as músicas “Procissão”, “Cérebro Eletrônico” e “Palco” e uma projeção mais neutra para as outras músicas. Como eu também havia feito a criação do material gráfico do show, aproveitei o conceito dos quadrados do material gráfico para fazer as projeções utilizando a linguagem do mosaico. Já tinha algumas referências boas de animação com mosaico em stop motion (em especial uma feita com post it) e achei que poderia ser um caminho expressivo para a composição das imagens. No fim além do mosaico também utiilzei foto-motagem animada em flash ou no isadora.

A partir daí passei a criar a base das animações no Flash e exportar em formato de vídeo para ser manipulado pelo isadora. Optei por fundo preto, para evitar a composição do quadrado branco de fundo, e utilizar o príncipio de desenhar com luz. Percebi que à partir de uma animação simples criada no flash com poucos segundos de duração, poderia se criar uma série de dinâmicas variadas para gerar composição com a música sendo tocada, necessitando apenas então criar 3 a 5 animações que tivessem potencial de manipulação o mais amplo possível, no lugar de criar animações extensas. Optei também em sempre que possível criar formas em branco, para ser colorido via isadora, e ser também utilizado como Máscara.

Como por exemplo, para “Procissão” a animação criada foi de uma sinuosa em composta por 4 ‘fios’ de quadrados cada um de uma cor que brincavam de se formar ao ritmo da música. Todo o movimento desses fios eram operados via controlador, com a opção de um start automático, aonde elas se formavam “sozinhas”. Essa animação foi criada com a formação de um fio de quadrados brancos no flash, e todas as variações dessa formação assim como seu aumento para 4 fios foi feito no Isadora.

Procissão. Foto: Sandra Coelho

Abaixo vídeo de ‘Cérebro Eletrônico’ que também faz uso do elementos citados acima.

Pelo que senti o mais legal é o jogo da projeção com a música, como por exemplo, no solo de percussão foi desenvolvida uma animação muito simples de uma bola que desapere em zoom e fade. Essa bola aparecia de acordo com o movimento da percussão, e era muito bacana pela clareza da relação estabelecida entre o instrumento tocado e o visual. Quando a percussão entrava de maneira mais cortante a forma era um quadrado. As cores sofriam variação de forma randômica o que aumentava a dinâmica também. A operação foi feita de maneira manual via controlador, sem o uso de sensores. Utilizei a mesma projeção no bis, que aparece no mini-vídeo abaixo. Nesse momento senti falta de ter um controlador com pads, já que os botões do nanokontrol que utilizei não eram os mais adequados para serem tocados como se fossem percussão.

Introdução Cérebro Elêtronico. Foto: Sandra Coelho

Durante o ensaio, foi percebido que a projeção neutra durante as outras músicas não funcionava tão bem, dava uma quebra muito grande com relação às músicas com projeção personalizada. Então em conjunto com a Suely Mesquita que fazia a direção do show, sugeri possibilidades de animação / imagens que pudessem ser implementadas no tempo que restava até o show (2 dias =P). As projeções mais simples funcionaram super bem, com destaque para uma de folhas caindo, que mesmo simples e contínua gerou um resultado visual super-bacana.

Refazenda. Foto: Sandra Coelho

Na montagem uma das maiores dificuldades foi a colocação do projetor, porque colocado nas varas de luz ele ficaria muito próximo não resultando no tamanho da projeção que eu gostaria. E a distância ideal para o projetor não tinha anteparo para colocação. Conseguimos uma haste com o pessoal do silvestre som, mtas a haste também era muito pequena. Ao fim, a solução adotada foi pendurar o projetor preso por três arames na base que serviria para fixar na haste. Para que isso funcionasse ok, o projetor teve que ser colocado no centro do teatro com todos os arames convergindo pra dentro. O único problema, é que por não ser uma haste, no caso de alguma corrente de ar (como ar-condicionado) o projetor acaba balançando levemente, o que vira um balanço muito grande na projeção a metros de distância. No dia da apresentação tivemos que desligar o ar-condicionado do teatro.

Lamento Sertanejo. Foto: Sandra Coelho

O feedback que obtive do trabalho foi bastante positivo e fiquei bem entusiasmado com o trabalho também. A fotos (e filmagem) desse post foram registradas por Sandra Coelho (obrigado San), que não estava sentada no centro da platéia, por isso a projeção parece não estar centralizada no palco (mas estava, juro =).

Palco. Foto: Sandra Coelho


Mais uma referência bacana: Projeção em prédio =) da LG


Também apresentamos no Aldeia o “Palavra Muda”, no dia 12/05 na Casa Aberta. Tivemos um púbico de cerca de 12 pessoas, o que é um número bom para esta apresentação que é mais intimista. A principal alteração que fizemos no espetáculo foram as novas propostas para o momento do “intervalo”, que estava sempre meio solto e ficava sem força se não tivesse na platéia a galera obstinada na leitura poética.

Testamos a poesia em espelho (via flash), e uma imagem que se duplicava em tabela 4×4 da pessoa que estava lendo o poema. O resultado nos agradou, e devemos manter a pesquisa sobre esse momento do intervalo, e quem sabe no futuro criar um Sarau Multimídia, em que os participantes que leem os poemas e não mas a gente =).


No dia 06 de Maio, apresentamos Rounin pelo projeto Aldeias – Palco Giratório do SESC, apresentamos na praça do Costa Cavalcante, num bairro mais afastado de Itajaí e tivemos como platéia a garotada que estavar por lá, assim como alguns amigos que se deslocaram até lá especialmente para assistir o espetáculo. Sebastião do Aragão fez o Samurai, Patricia Viana ficou na manipulação do projetor e eu (Leandro De Maman) do computador.

Para essa apresentação lançamos duas novidades, a primeira é a projeção da cena inicial (da colocação da armadura), que já vem sendo alterada desde a primeria apresentação, e que agora creio que encontra uma solução que contribui com a dinâmica e conceito do espetáculo, que é a idéia da tela de “carregando” dos websites.  Creio que agora basta refilmar para afinar melhor as ações do samurai em relação com essa barra de carregando que vai subindo, buscando variações mais precisas em cada nível. Acho que o grande ganho com isso é um aumento de empatia com relação ao Samurai projetado, já que agora ele aparece desde o início do espetáculo.

Outra novidade mais sutil é que agora o monstro é atingido lá em sua última cena, como nos videogames é atingido e não morre =), só perde energia. hehehe.

Creio que para a próxima apresentação (ainda não marcada) devemos refilmar a cena inicial e assim ter o espetáculo na sua versão mais “redonda”.




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